Suavemente, suave ment... PLAF!

Quando eu tinha uns doze anos, fiz um poema brincando com a palavra “suavemente”. Escrevi algo como “Suave, suavemente, suave mente”. Achei que a "mente" o final dos advérbios era uma descoberta que me renderia uma cadeira na academia de letras,  demorou alguns dias para que a folha de papel achasse seu lar no cesto de lixo.
Os advérbios de modo são como irmãos gêmeos: embora não tenham a mesma alma, por fora são muito parecidos, podendo sempre serem alvos dessas brincadeiras já desgastadas.
Deve doer muito ser um deles, pense bem, ser usado assim, desse mesmo jeito, há séculos. Há fortes indícios, inclusive, de ser um destes poemas, de origem suméria, que está pintado numa pequena caverna onde hoje fica o Iraque.
Continuo vendo esse tipo de construção até hoje, por aí. Bem pensava que apenas eu achava isso uma porcaria, mas me surpreendi ao ver o meu lindo joguinho de advérbios no vídeo da MTV “frases que valem um tapa na cara”. Se eu fizesse um desses hoje, mereceria, definitivamente.

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